Como fazer objetos 3D para impressão a partir de desenhos 2D usando Inkscape e Blender


 Barbara    28 Abr 2018 : 21:05

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Palestra ministrada no Flisol Curitiba em 2018

Quer aprender como fazer chaveiros, tiaras, topper de bolo, cortador de biscoitos, moldes? Objetos que são desenhados primeiro em 2D no Inkscape e viram 3D no Blender, veja como é fácil importar um .svg feito no Inkscape para o Blender e fazer nele as extrusões e exportar em .stl para fatiar e imprimir em impressoras 3D.

Confira o vídeo da apresentação feita no Flisol (Festival Latino-americano de Instalação de Software Livre) em Curitiba-PR, Brasil.


20 coisas legais do Inkscape para designers


 Barbara    26 Nov 2017 : 18:50

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O que faz o Inkscape ser um Software Livre com alguns detalhes que nenhum outro proprietário tem? Confira nossa lista!

Alguns meses atrás, na lista de discussão do Gnugraf no Telegram, sugeri que listássemos recursos do Software Livre Inkscape que não encontrávamos em outros programas proprietários, como CorelDRAW® e Adobe Illustrator (Ai). Eu nunca fui usuária do ‘Ai’ (só abri, olhei, travou, fechei), então não podia fazer essa comparação. Quanto ao CorelDRAW®, já tive site de comunidade com mais de 23 mil usuários e posso afirmar que muitos itens na lista você só encontra no Inkscape mesmo! Foi aí que surgiram diversos itens que facilitavam a vida de quem estava diagramando, criando uma arte e sugestões de outros usuários, confira.


Quem sou eu?


 Barbara    18 Abr 2016 : 04:10

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Eu sou a Barbara!

BarbaraEu sou a Barbara! Bom, a minha história não é tão curtinha, mas não é comprida também! Comecei a fuçar em computadores em 1983, quando tinha 9 anos! Aprendi a programar em BASIC (cursos e mais cursos! hahaha) e cheguei a fazer um programinha que desenhava e apagava os pixels, tinha pincel, borracha e tudo, mas o tamanho do pixel na época era de uns 20x20 pixels de hoje! Era enorme! E só desenhava em verde no fundo preto, mas o computador CP 500, que era de meu pai, tinha som e tudo!
 
Em 1994, já casada, adquirimos um PC 486 DX2 66, era o máximo ter um desses em casa! Nessa época eu já conhecia o CorelDRAW e comecei a fazer artes gráficas em casa. Foi neste mesmo ano que começamos a acessar a internet, que não era bem uma internet! Acesso a 2400 mbps... só pra ver extrato bancário.
 
Em 1996, já morando no Paraná (antes morava no interior do RJ), acessávamos a web mais rapidinho, 33.600 mbps e começava a fazer sites em html no bloco de notas, quando começaram a explodir os softwares pra confecção de sites em WYSIWYG ("o que você vê é o que você tem"), tipo FrontPage, mas eram programas de universidades, etc. Foi legal aprender html naquele momento.
 
Então eu já trabalhava com computação gráfica e em 1998 comecei a fazer animações para a internet. Utilizo programas para trabalhar com artes gráficas, tais como: CorelDRAW e alguns softwares livres como Inkscape, Gimp, para o tratamento de imagens.
 
Tenho um curso online "CorelDRAW, do básico a criação", pensado em 2007 para o produto de minha conclusão da pós-graduação em Educação a Distância (EaD) pelo Senac-PR e atualizado para a versão X5 (em 2012), lançado no dia 17 de março de 2012 no site coreldrawbr.com.br. A versão do CorelDRAW no curso não importa muito, o que o aluno precisa conhecer e saber são as funcionalidades das ferramentas e os conceitos, quem aprendeu versão antiga vai saber mexer nas próximas versões, são melhorias. O trabalho (TCC) foi avaliado com nota "A" por mestres e doutores da pós, no Senac de Curitiba. São oito horas de vídeo-aulas e mais de 20 gigas de conteúdos, com versão de acesso gratuito ou pago, para assistência com tutoria por EaD. Também estão disponíveis vários tutoriais e você poderá aprender o passo-a-passo na execução de tarefas.
 
Colaboro com vários projetos de Software Livre, participei de três Campus Party Brasil (2012-2014) como jornalista voluntária da Área de Software Livre e ajudo na tradução do sistema de gerenciamento de sites e107 desde 2005. Também tenho um site para os trabalhos que desenvolvo na web: WebPreview. Dá uma passada lá!
 
Próximos projetos? Estou com uma gráfica digital e faço impressões em papel e 3D, tenho um curso chamado "Artes Gráficas com Software Livre" (link também na home deste blog). 
 
Quer conferir meu currículo na plataforma Lattes? Clique AQUI!
 
 
Barbara Samel Rocha Tostes
Jornalista (MTB 6520-PR)
especialista em Educação a Distância

Tutorial de desenho de fontes no Inkscape


 Barbara    27 Jul 2015 : 08:43

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Você poderá criar a sua própria fonte TTF (True Type Font – “Fontes Verdadeiras”, são impressas como aparecem na tela) no Inkscape de 3 maneiras

Antes do tutorial, vamos fazer considerações e trazer algumas dicas para que você possa desenhar, vetorizar e construir sua fonte no Inkscape. Ela poderá ser uma fonte .svg ou em formato .ttf (utilizando o FontForge para exportação/conversão). Muitas fontes estão disponíveis gratuitamente na web, existem sites como o Open Font Library que armazena e disponibiliza o download de fontes com licença livre para uso em artes e criações que você quiser fazer no seu computador utilizando softwares livres como o Inkscape, Gimp, Scribus, LibreOffice Writer, entre outros que permitem escolher tipos de letras diferentes na digitação.

 

Considerações Gerais e Referência Histórica

As LETRAS ROMANAS – só maiúsculas – são desenhadas nas proporções tradicionais. Nada mais belo foi feito até hoje. Mesmo as letras atuais modernas se baseiam em grande parte nas romanas. Sua característica principal é a variação de traços finos e grossos. O modo prático de se saber os traços grossos e os traços finos de uma determinada letra é manuscrevê-la: todo o movimento que se der com o lápis para cima será um traço fino e todo o movimento para baixo será grosso. As letras redondas devem ser feitas mais altas, porque na formação das palavras parecem menores. Pela mesma razão as pontas das letras A, W, V e M devem ser um pouco mais altas.

As LETRAS GÓTICAS ou MEDIEVAIS – também chamadas às vezes “Inglês Antigo” – tiveram origem com os escribas dos monastérios.

Tem quatro formas principais:

  1. Iniciais góticas típicas (maiúsculas) para serem usadas como iniciais;
  2. Forma “uncial” de inicial, para ser usada somente como inicial;
  3. Minúscula condensada, para texto;
  4. Minúscula arredondada, antecedente da romana caixa baixa, ou romanas minúsculas.

As LETRAS ROMANAS CAIXA BAIXA adquiriram sua forma atual com Nicolas Jensen, impressor da Renascença Francesa, que as redesenhou em 1470, vinte anos depois dos primeiros tipos de Gutemberg.

As letras do tipo ITÁLICO nasceram com Aldus Manutius, famoso impressor de Veneza em 1501, inspirado na belíssima ortografia de Petrarca, poeta da Renascença. Foram, inicialmente, apenas uma versão grifada dos tipos romanos já existentes. Depois apareceram alfabetos exclusivamente itálicos, tornando mais livre e cursível a maneira da escrita.

No século XVII, apareceram formas chamadas de “escrita” ou caligráfica, que se desenvolveram com a caligrafia, ou arte de escrever bonito. Originaram-se da prática dos escritores profissionais, que faziam floreados para servirem de iniciais.

No início da Renascença, a gravação em cobre e em aço fez desenvolver uma nova técnica e, com esta, surgiu um estilo de letras romanas para escritas muito delicadas.

No século XIX desenvolveram-se letras em formas condensadas, com afastamento das tradições clássicas, devidas a Bodoni, na Itália, e Didot, na França. Assim desenvolveram-se o “Francês Antigo”, o “Toscano”, os sombreados e as letras em perspectiva. A litografia e a gravação em madeira trouxeram novas técnicas.

No século XX apareceram estilos neo-clássicos, sem “serifes” (serifas) ou enfeites. Surgiram também formas reestilizadas do romano, formas excêntricas e combinações sem respeitar tradições e contrastes.

 

Família
Família: agrupamento de letras cujos traços são parecidos, com características e detalhes que se repetem em todo o alfabeto. A família de letras mais antiga que conhecemos e que dá origem a todos os alfabetos é a ROMANA. É o alfabeto clássico do ano 40 a.C. Admire a sua beleza! Olhando todas as letras juntas, percebemos que elas formam uma família. Isto porque, por mais diferente que seja uma letra da outra, encontramos coisas comuns em todas elas. A serifa, por exemplo. Ter ou não ter serifa é característica muito importante de uma família.

Há famílias com serifa como a Baskerville, a Garamond ou a Caslon. Preste bem atenção. A diferença está nos detalhes. Alfabetos que foram desenhados mais recentemente, a partir do século passado, excluíram a serifa. Exemplos de famílias sem serifa: Fólio, Grotesca, Futura.

O tipo de construção das letras também caracteriza uma família. Para que fique mais claro para você o que é construção ou estrutura de uma letra, vamos reparar bem:

  • Todas as letras têm como base o quadrado.
  • Suas proporções são feitas a partir das subdivisões do quadrado.
  • Suas curvas têm como base circunferências quase sempre dos mesmos tamanhos.

As letras são aqui apresentadas separadas por grupos, conforme as semelhanças de construção, como é o caso do E, do F e do L, por exemplo. Você vai notar que existem letras que à primeira vista são completamente diferentes. É o caso do A e do W. Na hora de desenhá-las, a gente descobre que, na verdade, são bem parecidas.

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Traços Básicos, com os quais se constroem todas as letras. Maiúsculas e Minúsculas.

Caixa-alta e caixa-baixa

O alfabeto romano só tinha letras maiúsculas, letras grandes com predominância de traços retos e curvas abertas, como convinha as inscrições gravadas nas paredes de pedra dos monumentos públicos. Mais tarde, com o desenvolvimento acelerado dos livros escritos à mão, outro tipo de letra tornou-se necessário. Era preciso um tipo de letra de escrita mais rápida e adequada à pena, como as minúsculas, de traços curtos e curvas mais fechadas. Na figura acima você encontra um alfabeto de maiúsculas (que são chamadas de CAIXA-ALTA). Observe que todas são feitas a partir de traços básicos que se repetem. Você encontra, também, as minúsculas (que são chamadas de CAIXA-BAIXA). São letras da família TIMES.

 

Itálicos

ITÁLICOS é o nome que damos às letras inclinadas. Trata-se apenas de uma maneira de escrever, podendo ser aplicada a qualquer família de letras. Usamos caracteres itálicos nos seguintes casos:

  • Para que uma mensagem se torne mais atrativa;
  • Para se destacar parte de uma mensagem.

Repare que as letras, quando inclinadas, modificam um pouco sua forma e tornam-se mais estreitas.

 

Finas, médias e grossas
Uma mesma letra, de uma mesma família, pode ser escrita com caracteres finos, grossos e médios. Não se usam, na verdade, as expressões “finas, médias e grossas”, mas
sim as palavras inglesas LIGHT, MEDIUM, e BOLD, o que significa a mesma coisa.

É assim que os tipos de letras são especificados nos catálogos, como os de LETRASET (letras auto-adesivas).

Gostaríamos de colocar algumas informações práticas quanto ao uso de uma ou outra espessura:

  • Devemos sempre preferir a espessura média, recorrendo apenas a letras mais grossas, ou mais finas, quando queremos um efeito especial. Como, por exemplo, destacar uma palavra na mensagem.
  • Letras de pequeno corpo, isto é, pequeno tamanho, quando escritas em bold, tornam-se mais legíveis.
  • A espessura escolhida é também relativa ao desenho da letra. Letras mais rebuscadas, por exemplo, poderão não ficar bonitas se escritas em bold ou medium, sendo então preferível uma espessura mais delicada.
  • Quanto mais grossa for a letra, maior ficará o tamanho da palavra resultante.

Compactas e expandidas
Uma letra poderá ter seu tamanho (corpo) variado, sem ter seu desenho alterado. Mas, além de fazermos as letras crescerem ou diminuírem, podemos também
deformá-las. Apertando nas laterais (esquerda e direita) para dentro (letras compactadas) e esticando nas laterais para fora (letras expandidas).

É muito comum vermos as letras compactas (CONDENSED) nas manchetes de jornal. A grande vantagem da letra compacta é economia de espaço sem perda de clareza de leitura.

As letras expandidas (EXTENDED) têm uso mais limitado:

  • Recomenda-se para se destacar uma marca;
  • É interessante quando se quer dar noção de peso, solidez ou grandeza;
  • Ou quando temos que ocupar um espaço que não seria preenchido pelas letras normais.

 

Espaçamento
É mais importante o espaçamento correto que as letras bem desenhadas. O espaçamento é a alma do desenho de letras. Bom espaçamento não significa distância igual de uma letra, mas sim áreas proporcionais de espaço branco que ficam entre uma e outra.

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As áreas pontilhadas, no exemplo acima, mostram o espaço aberto que deve existir para dar ao olho a impressão de espaço adequado. Este é o fundamento do bom espaçamento, seja qual for a forma, o estilo ou a grossura das letras usadas. Outra coisa importante é fazer os espaços de dentro das letras darem a impressão uniforme, se bem que não precisam ser necessariamente iguais. O exemplo acima está espaçado corretamente porque os espaços entre as letras e dentro das letras dão impressão uniforme.

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O exemplo acima está mal espaçado porque os espaços dentro das letras são grandes demais e dão impressão disforme entre as letras.

O guia abaixo mostra como as diferentes combinações de letras devem ser espaçadas.

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  1. Espaço que fica entre dois traços retos de letras.
  2. Espaço que fica entre duas letras redondas. Note-se como cortam o espaço.
  3. Espaço entre uma letra redonda e uma reta.
  4. Espaço entre uma letra irregular e uma reta.
  5. Espaço entre uma letra irregular e uma redonda.

Observe que os espaços extras, que ficam na parte superior e inferior de uma letra redonda, são aproximadamente iguais ao espaço que esta mesma letra avança no espaço de permeio. Isto também se aplica às letras irregulares.

Deve-se ter muito cuidado com a largura das letras. Devem ser guardadas suas devidas proporções para não prejudicar a harmonia das palavras. Os traços diagonais das letras M e N devem ser feitos um pouquinho mais finos. Isto impedirá que as letras fiquem mais grossas onde os traços se juntam.

 

O Peso da letra
Para espaçar corretamente, devemos levar em consideração, antes de mais nada, duas coisas:

  • o peso de cada letra
  • o “branco” entre as letras

Cada letra tem um peso. Existem, por exemplo, letras “magras”, como o I ou o J que são pouco mais que um traço vertical. Outras letras ocupam um retângulo, como o E e o N. E ainda há as de formato quadrado e as redondas: o M, a letra O. O peso de uma letra depende, também, além de seu formato, do fato de ela ter ou não buracos ou vazios internos, ex.: P, g. Há letras em que esse vazio é aberto, ex.: F, C.

 

O “Branco” entre as letras
Aproximemos duas letras quaisquer, como o A e o V. Entre elas há um “branco”. Um espaço que, ao ser preenchido, mostra ter um desenho. Para cada dupla de letras, dependendo de seu formato, ou de serem abertas ou fechadas, teremos um espaço com desenho diferente. É distribuindo equilibradamente esses espaços (“brancos”) que conseguiremos escrever uma palavra com espaçamento adequado.

 

Como escolher as letras apropriadas para um trabalho

  1. Quando houver dúvida, usar o “alfabeto romano”, que pode não ser o mais apropriado, mas também nunca ficará mal.
  2. Para os desenhos técnicos, preferir o “alfabeto da Norma Técnica Brasileira”, respeitando as indicações que nela se encontrarem.
  3. Para desenho de Arquitetura ou plantas, usar os alfabetos apropriados.
  4. Para plantas que vão ficar no arquivo ou trabalhos rápidos, usar as letras de chapa.
  5. Para inscrições religiosas e trabalhos eclesiásticos, preferir o “alfabeto gótico” ou “uncial”.
  6. Para inscrições em edifícios públicos, bibliotecas, fóruns, túmulos, panteons, bancos – ou onde se desejar dar impressão de seriedade, dignidade, solidez – usar letras romanas.
  7. Para festas de Natal, documentos legais, diplomas ou cartões de felicitações, usar o “alfabeto gótico”.
  8. Quando anunciar porcelana ou artigos femininos, utilizar letras delicadas.
  9. Para dar impressão de força, de um trator ou de anúncios de indústria pesada, usar letras grossas e cheias.
  10. Para dar impressão de largura, usar letras largas.
  11. Para dar impressão de altura, empregar letras altas.
  12. Para dar impressão de elegância, usar letras que exprimam isto.

 

Combinações Erradas
Apresentamos aqui cinco combinações de estilos para mostrar a pouca sabedoria que existe em misturar letras ao acaso.

  1. Nunca se deve combinar duas espécies de romano caixa baixa.
  2. Também não misturar itálico caixa baixa com romano caixa baixa.
  3. Duas espécies de maiúsculas formam uma combinação muito pobre, mesmo se uma é itálico e outra romano.
  4. Efeito muito desagradável resulta da combinação de itálico caixa baixa regular.
  5. Duas espécies de letras romanas, aproximadamente do mesmo tamanho, não conseguem efeito muito bom.

O princípio que garante boas combinações de estilo no desenho de letras, ou nos tipos, é a exploração do contraste.

Assuntos Relacionados:

Visibilidade da cor
As cores usadas não devem atrapalhar a visão do cartaz. Uma cor deve se “destacar” da outra, contrastar com ela. Por isso, não se costuma fazer um cartaz com cores “próximas” ou com cores “complementares” que provoquem vibração.

 

Classificação das cores:

  • O vermelho e suas variações são cores “quentes”: vermelho, vermelho alaranjado, vermelho-violeta, vermelho sombreado (marrom) e vermelho-pastel (rosa).
  • O azul e suas variações são cores “frias”: azul, azul-violeta, azul esverdeado, azul sombreado e azul-pastel.

Ao escolher as cores que você vai utilizar nos seus trabalhos, você deve considerar duas condições principais: a visibilidade da cor e o significado da cor.

Uma série de experiências permitiu determinar quais são as cores que, combinadas, são mais ou menos visíveis. Você tem, a seguir, uma lista em que aparecem os pares de cores “mais contrastantes” em ordem decrescente, isto é, do mais visível para o menos visível:

  • 1º.) preto sobre fundo branco;
  • 2º.) branco sobre fundo preto;
  • 3º.) preto sobre fundo amarelo;
  • 4º.) vermelho sobre fundo branco;
  • 5º.) azul sobre fundo branco;
  • 6º.) azul sobre fundo amarelo;
  • 7º.) azul sobre fundo vermelho;

No 6º. e no 7º. pares, já começa a dar vibração (a “briga”), dependendo dos tons usados.

 

Significado da cor
De um modo geral, as cores estão ligadas a idéias ou a emoções. Dizem que o cinza é uma cor triste. Mas há quem diga que é apenas uma cor discreta, ou elegante.
O vermelho é “alegre”, “vivo”, “quente”, o azul claro é “tranqüilo”, etc. A relação entre as cores e as idéias que estão ligadas a cada uma delas, varia muito de povo para povo. Por isso, não existem regras rígidas sobre esse assunto. Mas, convém que você observe nos anúncios e cartazes coloridos, como são usadas as cores, conforme o produto ou o acontecimento anunciados.

Por exemplo, você já reparou que um anúncio de café ou cafezinho, normalmente usa a cor marrom? Por quê? Porque essa cor é facilmente associada à cor do grão de café torrado. Além disso, o marrom é uma cor “quente” e, geralmente, o café é uma bebida que se toma quente.

Outro exemplo: um material sobre instalação de ar condicionado vai procurar usar cores frias.

Um conselho: cuidado com o excesso de cores ao fazer um cartaz, folder, ou outro trabalho. Usar muitas cores geralmente atrapalha a visão do trabalho, em lugar de deixá-lo “bonito”.

É bom lembrar a frase de um pintor famoso que dizia: “Na verdade eu trabalho com poucas cores. Parecem muitas porque foram colocadas no lugar certo”.

 

Bibliografia:
“Manual de Desenho de Letras”, José F. Couto, Editora Ediouro/68044
“Letrista”, curso SENAC – Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial
“Cartazista”, curso SENAC – Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial

 

 

Tutorial

Crie sua fonte personalizada no Inkscape
Você poderá criar a sua própria fonte TTF (True Type Font – “Fontes Verdadeiras”, são impressas como aparecem na tela) no Inkscape utilizando-se de 3 maneiras:

  1. você poderá escanear um alfabeto de algum livro e a partir dele fazer a sua fonte;
  2. você poderá desenhar numa folha de papel A4, com uma canetinha hidrocor preta, todas as letras do alfabeto e símbolos e letras que compõem o seu teclado do computador, escaneá-las e depois importar a imagem no Inkscape para transformá-las em vetor e aí tratá-las para então transformá-las em fonte (acredite, eu já fiz a minha, está disponível para download no meu blog!)
  3. você poderá desenhá-las diretamente no Inkscape, utilizando as ferramentas disponíveis para desenho vetorial.

Importante: Para que sua fonte funcione corretamente, as letras e números deverão ser apenas 1 (um) objeto. Você poderá “combinar” ou “aparar/soldar” os objetos que constituem uma letra para que se transformem em um único objeto. Estarei mostrando passo-a-passo esses procedimentos.

Vou fazer um alfabeto que consta na página 124 do “Manual de Desenho de Letras” (Ediouro/68044). Estou fazendo a maneira nº 1, descrita acima. Mas, por essa maneira você estará preparado para fazer as outras duas.

  • Escaneie a imagem com 300 a 600 dpi em Grayscale (Tons de Cinza), ou tire uma foto com celular.
  • Trate-a um pouco, ajustando o brilho/contraste para que fique bem (preto/branco) nítido nos detalhes. Pode-se usar o GIMP e ajustar os níveis (menu Cores/Níveis).
  • Converta a imagem para Preto/Branco (Imagem>Modo>Indexado>Selecione Usar paleta preto e branco (1 bit) no Gimp).
  • Caso queira fazer passo-a-passo este tutorial, salve a imagem abaixo do alfabeto (em .png). Já está com os tratamentos e está em Preto/Branco (1 bit). Clique para abrir o link em uma nova aba e salve a imagem original, que tem tamanho maior em pixels.

Alfabetobw

Com a imagem pronta, vamos abrir o Inkscape e configuramos a página para A4 horizontal (Shift Ctrl D ou vá em Arquivo>Propriedades do Desenho), para começarmos a conversão das letras em vetor (vetorização) e transformação em apenas 1 objeto cada letra, número e símbolo.

  • Aperte Ctrl I para importar a imagem que salvou, depois, com a imagem selecionada, vá no menu Caminho>Vetorizar Bitmap. Rastreio/vetorização da imagem (.png):

 

Inkscape Vetorizacao 01

 

  • Selecione vetorização por CORES e deixe Scans com 2, aperte a “Pré-Visualização” e OK, veja imagem abaixo:


Inkscape Vetorizacao 02

 

  • Ao terminar o rastreamento, feche a janela de rastreio. Repare que a imagem vetorizada aparecerá no Inkscape sobrepondo a imagem bitmap. Arraste para a direita o grupo de objetos que se formou por cima da imagem rastreada. Delete a imagem bitmap, não vamos precisar mais dela!
  • Na imagem vetorizada, onde os objetos estão agrupados, a gente escolhe o comando Desagrupar (Ctrl U).
  • As letras estão “coladas”, quando pintei de vermelho, todas ficaram vermelhas. Vamos separá-las com Shift Ctrl K (Caminho>Separar pelo menu). Veja o resultado:

Inkscape Vetorizacao 03

  • Repare que algumas letras ficaram COLADAS, como o A e o B. E os buracos das mesmas também virou um objeto. Teremos que separar as letras uma por uma e fazer os buracos sumirem, mas aparar a letra antes, porque precisamos ter 1 objeto para cada letra! Pintei as letras para ilustrar o que estou tentando mostrar aqui. Repare que desenhei com a Caneta bézier (Shift F6) contornos para separar as letras coladas:


Inkscape Vetorizacao 04


Depois de desenhar um contorno por volta da letra que deve ser separada da outra, selecionamos o “AB” colado e o duplicamos (para fazer as duas letras) com Ctrl D, duplique também o contorno que fizemos no A para aproveitarmos ao aparar o B. Selecione o contorno vermelho, o desenho colado AB e vá no menu Caminho>Diferença (atalho é Ctrl -).

Agora selecionamos o segundo AB primeiro e depois o contorno vermelho e vamos em Caminho>Interseção (Ctrl *).

  • Troquei a letra A para a cor verde mais clara para você reparar que ela está separada da letra B:

Inkscape Vetorizacao 05

 

Mais letras terão que ter atenção especial, vamos agora fazer cada letra aparando o “miolo” delas, que deixei em vermelho na imagem acima e agora irão sumir, não serão mais objeto a mais nas letras. Para isso, selecione a letra e depois o miolo dela (o buraco), depois vá no menu Caminho>Diferença (Ctrl -). Para a letra B, selecione um buraco de cada vez, para facilitar.

  • Veja todas as minhas letras separadas e com os buracos já feitos. No ponto de exclamação teremos que unir o pontinho e no “&” teremos que fazer Caminho>União, também, para o “rabinho” dele, lembre que cada letra deve ser um objeto:

Inkscape Vetorizacao 06

Pronto. As letras maiúsculas de nossa fonte estão prontas. Vamos agora ajustar o Inkscape antes de exportar a fonte.

  1. Abra a janela Camada>Gerenciador de Camadas (Shitf Ctrl L), você poderá deixá-la encaixada ou não;
  2. Vamos utilizar a extensão Tipografia (Extensões>Tipografia) e escolhemos a primeira opção, para  ajustar o tamanho do papel para colocar as letras. Você pode deixar as configurações como estão, para facilitar, e apertar em Aplicar e Fechar, ou ajustar o tamanho da página para o tamanho das suas letras;
  3. Vamos selecionar tudo com Ctrl A e ajustar a letra A dentro da página, aumentando todas as outras letras e números tudo junto, para manter a proporção;
  4. Ajustei o tamanho das letras para que ficassem dentro da borda da página;
  5. Colocamos o A dentro da página (pode-se utilizar o Alinhar e Distribuir, Shift Ctrl A) e vamos na segunda opção de Extensões>Tipografia, que vai adicionar uma camada chamada “A” para a letra A, e assim fazemos todas as outras letras, até que tenhamos camadas para cada uma… seleciona uma letra, alinha na página, vai em Extensões>Tipografia>2- Add Glyph Layer… e assim por diante…


Inkscape Vetorizacao 07

 

  • Quando fizer todas as letras (reparou que o F não existe neste alfabeto? Só cortar o E!), vamos para a terceira opção de Extensões>Tipografia>3- Convert Glyph layers to SVG Font.
  • Salve seu arquivo .SVG e feche o Inkscape.
  • Agora vamos abrir o FontForge (instale por apt-get ou pelo gerenciador de pacotes de sua distribuição GNU/Linux), basta abrir seu arquivo SVG que foi convertido em “camadas de glifos”:

Fontforge Alfab 01

  • Veja que as letras foram todas associadas com as digitadas ao colocar os desenhos na página, no Inkscape;
  • Agora vá no menu Elemento>Informação da Fonte e digite o que achar melhor para nomear sua nova fonte e salve como TTF para instalá-la e compartilhá-la com amigos!

Use-a em qualquer programa, aplique cores, efeitos e muito mais! Sim! Você terá que fazer as letras minúsculas, a vírgula, as letras acentuadas, uma por uma! Abra seu “mapa de caracteres” para ver os outros caracteres de uma determinada fonte já existente, p.ex. Sans.

Fontforge Alfab 02

Divirta-se! Qualquer dúvida, entre em contato!


10 motivos para usar sistema operacional GNU/Linux


 Barbara    05 Jul 2015 : 21:05

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Um sistema operacional GNU/Linux pode ser usado em computadores desktop, notebooks, netbooks...

Ubuntu Foto

Um sistema operacional GNU/Linux pode ser usado em computadores desktop, notebooks, netbooks...
 

Muitos amigos devem ler minhas postagens nas redes sociais e não entender nada do que digo sobre GNU/Linux. Escrevo aqui de forma bem fácil e clara o que me faz preferir como sistema operacional um "sabor" de uma distribuição GNU/Linux. Eu escolhi uma chamada KUbuntu, você pode testar muitas rodando de um CD, DVD ou pendrive, sem mesmo instalar no computador, notebook ou netbook... Então, quando você experimentar uma distribuição e gostar, vai adorar instalar e mudar logo seus arquivos todos para ela. Vamos à lista que separei para meus amigos leigos, que um dia vai usar GNU/Linux:

  1. SEM ANTIVÍRUS

    Você odeia antivírus assim como eu? Coloco os chatos dos antivírus como número 1, motivo principal para eu deixar de usar um sistema operacional proprietário como o das "janelas". Já pensou em nunca mais se preocupar com instalações de antivírus? Trojans e aqueles sites que rodam uns programinhas que mostram 500 milhões de anúncios também estão fora. O sistema operacional GNU/Linux não vai deixar nenhum executável rodar na sua máquina! Nada de .exe!
  2. APRENDIZADO

    Uma vantagem de usar um sistema operacional GNU/Linux é você aprender sempre. Você vai conhecer melhor seu equipamento, seu sistema e vai ver claramente o que está acontecendo. Ninguém esconde os códigos, pois são abertos e livres para qualquer pessoa ver.
  3. COMUNIDADE

    Já ouviu falar de "conhecimento compartilhado"? Que a internet é uma rede de pessoas e que todos compartilham os conhecimentos através de uma comunidade? Saiba que quando você começar a usar sistema operacional GNU/Linux e milhares de Softwares Livres que rodam nele, vai ver que todas as suas dúvidas já foram respondidas em fóruns ou sites especializados. É só fazer uma busca no navegador e verá que as respostas estão lá!
  4. SOFTWARES LIVRES OU NÃO

    Não é verdade que outros programas não vão rodar no sistema operacional GNU/Linux que você escolheu! Existem muitos Softwares Livres que substituem programas proprietários que você estava acostumado a usar, mas também tem muitos softwares que não são livres, que precisamos comprar, e rodam no GNU/Linux! Exemplo disso são os jogos. Muitos games rodam no sistema operacional GNU/Linux e todo dia tem muito mais sendo lançado! Também tem Skype, Teamviewer, Flash, tudo rodando em GNU/Linux.
  5. ÁREA DE TRABALHO BONITA

    O modo gráfico dos sistemas operacionais GNU/Linux é lindo! Não sei se você vai escolher usar Gnome, KDE, Cinnamon, ou distribuições nacionais, semi-livres, totalmente livres, Ubuntu, Mint, Arch, etc... Você vai adorar personalizar a área de trabalho, as ferramentas, os widgets, as janelinhas, os menus, os botões, tudo! É tudo muito bonito e bacana de usar! Experimente! Tem muita coisa para baixar, coisas que outras pessoas compartilham, como papéis de parede, visuais, temas, etc.
  6. TUDO PRONTO PARA USAR

    Você vai ver que muitas distribuições GNU/Linux já vêm com diversos programas prontos para usar. Tem distribuição pronta para quem quer editar conteúdo multimídia, por exemplo. Esses são os "sabores", as "cores", as variações que podem ser encontradas para baixar e usar. Tudo depende de você, do que estiver procurando.
  7. GRÁFICOS PERFEITOS

    Editar imagens, fotos, vídeos, jogar um jogo com qualidade boa. Você vai ver que no GNU/Linux as imagens são boas, os gráficos são perfeitos. A definição das imagens é ótima, experimente!
     
  8. VELOCIDADE RÁPIDA

    Teste a velocidade de inicialização do seu sistema atual (se for o das "janelas" versus GNU/Linux, já aviso que o resultado será de um ganho tremendo para o GNU/Linux)! O sistema de gravação de arquivos e de leitura do HD do GNU/Linux é diferente, foi pensado para ser mais rápido.
     
  9. SEGURANÇA

    Não me preocupo com antivírus, como disse no item 1 desse artigo, porque a segurança deve ser preocupação do sistema operacional GNU/Linux e não do usuário. Assim que começar a usar um computador com GNU/Linux, verá que tudo foi pensado para ser SEGURO! Vai ficar sem receios e confiar suas fotos, suas músicas e todos os seus arquivos num sistema operacional que não vai deixar que tudo seja perdido.
     
  10. CONTROLE

    O usuário tem o controle total do sistema operacional GNU/Linux. Pelo fato de ser aberto e você poder ver os códigos, imagina se alguém vai te esconder o que está acontecendo? Até a criação de usuários é toda sob controle. Ninguém vai ler, escrever e executar o que você não quiser.
     

Tem mais coisas? Esqueci de algo? Entre em contato, comente! Descubra o seu GNU/Linux e seja feliz, mais inteligente e trabalhe, navegue, divirta-se tranquilo!

 


Como tratar suas fotos antes de compartilhar nas redes sociais


 Barbara    21 Jun 2015 : 09:15

gimp_olhos_vermelhos_004.png

Tratamento de imagem é pura matemática para calcular cores, cortes, pixels!

Depois de ler um artigo muito superficial no site português SAPO com "dicas de edição de fotografias antes de postar na internet", que mostrava telas de um software proprietário, decidi trazer aqui uma maneira gratuita e livre de você tratar suas imagens e fotos.

Lembro que "tratamento de imagem é pura matemática"! Então, todo software vai usar operações matemáticas semelhantes para calcular as cores, cortes, etc. Então, não se preocupe que o resultado será o mesmo em qualquer programa de tratamento!

Para quem ainda não tem, instale o GIMP! É um Software Livre de código aberto para tratamento de imagens. Você vai visitar o site www.gimp.org e baixar para qualquer sistema operacional (Linux, Windows, Mac).

Ao término da instalação e quando você abrir o GIMP pela primeira vez, para colocar todas as janelas em uma só tela, vá em Janelas>Modo de janela única (aperte "Alt J" para ver o dropdown).

Agora vamos aos diversos tratamentos que você talvez precise para melhorar suas fotos:

 

1- Remoção de olhos vermelhos

Gimp Olhos Vermelhos 002

Para remover olhos vermelhos, vamos pensar no seguinte: o vermelho é a cor mais saturada que existe! Então, vamos selecionar com a Ferramenta de Seleção uma área ao redor da marca vermelha que ficou nos olhos. Você pode selecionar um olho de cada vez ou adicionar outra seleção e fazer o ajuste nos dois olhos de uma só vez. Basta ir nas "Opções de ferramentas", e no MODO, escolher "Adicionar à seleção atual", como na imagem abaixo. Lembre sempre que assim que você fizer a seleção você poderá ajustar pelas alças que aparecerão (retângulos por volta da seleção) e aproximar melhor entre a área normal do olho com a avermelhada.

Gimp Olhos Vermelhos 003

Assim que você fizer as duas seleções (veja que eu fiz um pouco maior que o vermelho dos olhos), vamos ao ajuste, aperte "Alt O" e depois "S", ou vá no meu "Cores>Matiz-saturação". Arraste a alça (bolinha) da "Saturação" para a esquerda, até que fique com qualidade satisfatória. Veja o resultado na imagem abaixo:

Gimp Olhos Vermelhos 004

Basta remover a seleção com "Shift Ctrl A" (ou ir em Selecionar>Nada). O resultado final segue abaixo, para salvar para a internet, exporte com "Shift Ctrl E" e salve a imagem como .png (aperte OK na tela que aparecerá com as opções do tipo de arquivo). O tipo de arquivo .png não vai compactar com perda de dados a sua imagem e pode armazenar canal alfa, que permite deixar sua imagem com fundo transparente quando recortar fundos.

Gimp Olhos Vermelhos 005

Resultado final da remoção de olhos vermelhos. Para olhos escuros, o que vai variar é a quantidade de saturação negativa que você terá que ajustar e talvez você tenha que mexer nos outros controles, de Matiz e Luminosidade; e, até mesmo selecionar a cor primária "R" (Red) para alterar pelos controles depois.

Com esses mesmos controles, você pode selecionar partes de uma imagem e trocar cores de objetos, olha o que fizemos com uma mesma imagem de produto:

Gimp Cores 001

 

2- Ajustar cores

A foto ficou escura demais ou está com aquela "neblina" feia? Vamos ajustar os níveis ("Alt O" e depois "N"), ou ir em "Cores>Níveis"!
As imagens abaixo foram tratadas do mesmo jeito, ajustando os níveis!

Gimp Cores 002

Gimp Clarear 001

Na janela de "Níveis" você verá três triângulos, um preto (na esquerda, são os tons escuros da imagem), um cinza (ao meio, tons médios da imagem) e um branco (na direita, tons claros), logo abaixo do histograma da imagem. Abaixo de cada triângulo tem um conta-gotas. Ele serve para você dizer ao software de tratamento de imagem (GIMP), qual é a cor que mais se aproxima do branco na imagem. Então, você tem uma foto escura demais, arraste os triângulos e veja o que acontece antes de apertar OK. Depois é só salvar e exportar para a internet, para as redes sociais, como explicamos ao final do item 1.

 

3- Cortes simples valorizam suas imagens

Gimp Corte

Para cortar é muito simples, selecione a Ferramenta de Corte ("Shift C"), que parece um estilete no GIMP.  Depois é só clicar num canto e arrastar da esquerda superior para a direita inferior, desenhando um retângulo. Não tem problema iniciar de qualquer parte, você poderá ajustar pelos cantos. Para finalizar, basta clicar com o mouse ou apertar ENTER (repare que aparece no rodapé a dica de cada ferramenta, caso tenha dúvidas, só ler ali o que fazer em seguida). Exporte sua imagem cortada com outro nome, em .png e publique nas redes sociais smile

 

4- Elimine e corrija imperfeições

Gimp Retoques 001

A "Ferramenta de restauração" (H) tem o ícone de dois curativos em X, como mostrado na imagem acima. A dica aqui é para remover manchas, machucados, arranhados e outras imperfeições. Até fotos antigas com rasuras, marcas de papel rasgado, só clonar ou restaurar no GIMP!

Para usá-la (leia sempre a dica no rodapé), aperte o Ctrl do seu teclado, e clique em uma área próxima à que vai restaurar. Isto para pegar as mesmas tonalidades, para que a restauração não fique artificial.

Gimp Retoques 002

Lembre-se sempre de restaurar ou clonar no sentido das sombras da imagem. Exemplo: a bochecha da imagem acima é mais clara perto do nariz e vai escurecendo para a esquerda, tente clonar ou restaurar no sentido que acompanha esse sombreamento. Se for clonar áreas claras, pegue áreas bem parecidas, paralelas e próximas. O resultado vai depender de seu olhar e de sua paciência!

 

5- Realçar detalhes

Existe um jeito de você fazer suas fotos "foscas" mostrarem os "detalhes". Os fotógrafos profissionais sempre fazem isso para enviar seus arquivos para publicação. No GIMP, basta ir em "Filtros>Realçar>Aguçar" (Alt L para acessar o dropdown). A quantidade necessária vai depender da resolução da imagem, do tamanho, de sua vontade de mostrar mais detalhes ou não. Veja abaixo o filtro:

Gimp Realce Agucar

É um filtro simples de aplicar. Pode ser que você veja o resultado melhor na tela do seu computador.

 

6- Efeitos e mais efeitos

O GIMP tem muitos efeitos interessantes para suas fotos. Teste alguns deles em "Filtros".

Gimp Efeitos

O filtro acima está em: "Filtros>Artísticos>Fotocópia". E tem muito mais! Experimente todos!

Sempre salve seu arquivo principal com a extensão do GIMP (.xcf) e para usar na internet, exporte como .png (basta digitar o nome do arquivo e a extensão).

Outra dica importante é o redimensionamento de imagens, basta ir em "Imagem>Redimensionar Imagem..." para diminuir para a internet. Fotografias muito grandes podem demorar para publicar, tente colocar com uns 1200 pixels de largura e 96 dpi de resolução. Exporte com novo nome, nunca destrua sua imagem original da máquina fotográfica smile

Qualquer dúvida, entre em contato!

 


1º Flisol de Castro acontece dia 25 de abril no Ceju


 Barbara    30 Mar 2015 : 07:55

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Festival Latino-americano de Instalação de Software Livre acontece há 11 anos e já tem 72 cidades brasileiras inscritas em 2015

A cidade de Castro recebe pela primeira vez o Festival Latino-americano de Instalação de Software Livre (Flisol), o maior evento da América Latina de divulgação de Software Livre. Ele é realizado há 11 anos e sempre no quarto sábado de abril de cada ano, simultaneamente, em diversas cidades latinas. Para este ano já são 72 cidades brasileiras inscritas na página oficial www.flisol.info. Toda a comunidade está convidada a participar e levar notebooks e computadores, no dia 25 de abril, de 8h30 às 17 horas no Centro da Juventude (Ceju), ao lado da Pista de Atletismo. O evento é gratuito e aberto para todos os públicos.
O principal objetivo do Flisol é promover o uso de Software Livre, a filosofia, abrangência, avanços e desenvolvimento; que envolve uma comunidade colaborativa composta por indivíduos, empresas, associações, cooperativas, estados. É uma oportunidade para tirar dúvidas, trocar ideias, instalar programas de código aberto e livres para edição de texto, áudio, vídeo, edição de imagens, desenho vetorial, publicação web, conhecer sistemas de gerenciamento de sites, configurações e segurança de redes, desenho 3D, jogos educativos, games e muito mais.

Programação
A grade inclui a presença de especialistas na área que virão de São Paulo e Curitiba palestrar. Os visitantes também poderão ver como funciona uma impressora 3D, levar pendrives para copiar Softwares Livres e participar do festival de instalação, InstallFest, com uma bancada própria para receber notebooks, computadores e netbooks de todos. A programação completa está disponível na página da cidade: http://flisol.info/FLISOL2015/Brasil/Castro assim como uma explicação sobre como levar o computador e participar da InstallFest.

Como funciona
Diversas comunidades locais de Software Livre organizam simultaneamente eventos em que se instala, de maneira gratuita e totalmente legal, Software Livre nos computadores dos participantes. Além disso, paralelamente acontecem palestras, apresentações e workshops, sobre temas locais, nacionais e latino-americanos sobre Software Livre, em toda a sua expressão: artística, acadêmica, empresarial e social.

Números
Mais de 440 cidades brasileiras já participaram do Flisol de 2005 a 2014. Ano passado, o festival disponibilizou mais de 250 softwares livres e 104 distribuições GNU/Linux instaladas para os visitantes. O Software Livre é o único que permite acessar o código-fonte do programa e realizar cópias e distribuí-las livremente. Alguns Softwares Livres conhecidos e muito utilizados pelos usuários são: navegador web Firefox, pacote de escritório LibreOffice, editor de imagens Gimp, editor vetorial Inkscape, gerenciadores de conteúdo para sites como WordPress, Joomla, pacote de jogos educacionais GCompris, entre outros. As escolas municipais e estaduais de Castro trabalham com Linux Educacional que o Ministério da Educação (MEC) instalou nos telecentros, é uma oportunidade para professores e alunos participarem do Flisol na cidade. Além das escolas, muitas empresas utilizam servidores Linux para gerenciar arquivos e documentos, o que garante redes mais seguras com custos reduzidos.

 

Flisol 2015 CARTAZ CASTRO


Como é difícil ser livre!


 Barbara    26 Set 2014 : 03:30

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Acredito que ser livre também é dar liberdade aos outros. As tantas distribuições GNU/Linux que existem não importam mais? Estou perdida nesse mundo "livre"...

Enquanto estudava jornalismo, tinha um site de notícias e procurava um sistema de postagens que facilitasse as atualizações. Comecei a fazer sites em 1996, era tudo feito à mão, digitando códigos html num editor de textos para depois salvar e enviar ao servidor e agora queria um sistema automatizado, ágil. Foi só depois de 2002 que começaram a difundir e se espalhar os CMS/Sistemas de Gerenciamento de Sites. Conheci o phpnuke primeiro e quando fiquei apavorada com as invasões que recebia nos sites que produzia, fui convidada a conhecer o e107, em 2005. Foi aí que conheci a filosofia do Software Livre, ouvi falar de GNU e que existiam outros sistemas operacionais que rodavam do CD e podiam ser testados antes de instalar, eram várias distribuições Linux e eu podia escolher qual quisesse, porque era minha liberdade de escolha.

Comprei revistas, li bastante, fui a eventos, conheci pessoas que me apresentaram a outras e fui me envolvendo com a comunidade GNU/Linux. Baixei o Kurumin (para valorizar o trabalho de brasileiros), fiz curso de iniciação ao Linux no Senac da minha cidade (Castro-PR, em 2006), fui até palestrar no Conisli (Congresso Internacional de Software Livre), em São Paulo, nessa época. Falei do uso do Gimp para tratamento de imagens. Trabalho com ele desde então, substituindo aplicativos caríssimos e proprietários como o Photoshop, que certa vez fiz meu patrão comprar, quando trabalhei na Gráfica Kugler (de 1997 a 2000).

Continuei usando Kurumin no notebook até pararem com a manutenção dele no Brasil. Aprendi bastante com os amigos Christiano Linuxmen, Paulo Kretcheu, Rencka Marques, Ralf Braga, no início de todo o aprendizado. Quando visitei a Latinoware de Curitiba (era 2011 ou 2012, não lembro), Linuxmen me indicou o Ubuntu e passei a usá-lo porque o Kurumin tinha acabado.

Desde março de 2005, tenho ajudado na tradução do e107 como colaboradora. Participei na Área de Software Livre da Campus Party Brasil (2011-2014) tirando fotos e fazendo jornalzinho digital, entrevistas, chaveirinhos do mascote Campux, entre outras atividades, sempre envolvida com os organizadores, até meses antes de cada evento acontecer, por email numa lista de discussão.

Toda a união e alegria que vi das pessoas da Área de Software Livre, a empolgação que via antes, não tenho visto atualmente. O que aconteceu? Outro dia fui postar um banner do grupo TchêLinux sobre a palestra "Ubuntu: Linux para seres humanos", na rede diasporabr.com.br e me deparei com o grande filósofo Anahuac de Paula Gil dizendo: "acho que você devia dar apoio ao Software Livre e não à uma marca comercial que não representa mais liberdade, mas apenas o velho modelo de exploração, agora usando outras ferramentas". Fiquei assustada! Como é difícil ser livre!

Acredito que ser livre também é dar liberdade aos outros. As tantas distribuições GNU/Linux que existem não importam mais? Estou perdida nesse mundo "livre". Vejo o pessoal da lista RepRap, de impressoras 3D, discutir infinitamente a licença e as liberdades. Tem impressora que é hardware aberto e usa Software Livre, tem outras que não são totalmente abertas, e por aí vai.

Preciso URGENTE da ajuda de amigos, Christiano, Kretcheu, Rencka, Ralf, Anahuac... Quero explicações sobre o que fazer agora. Estou perdida mesmo. Tento colocar Software Livre na minha empresa, falo para meu marido usar (e até ele já está usando). Mas vocês todos das comunidades livres estão complicando as coisas nesse momento! Então não é mais para chamar as pessoas para o Linux? Porque agora é comercial? Então não é mais para chamar para usarem código aberto porque a Microsoft vai pegar e usar?

Por que não continuamos como estávamos? Organizar eventos bacanas pelo país, divulgar os programas que não pedem para digitar um número de série e não enchem seu computador de trojans e vírus e são enormes no espaço de HD. Softwares que não exigem máquinas potentes e não colocam códigos de 20 anos atrás para rodarem atualmente.

Quero ver o usuário comum usando Software Livre e não reclamar que não usam porque não conhecem, que não usam porque não querem aprender o novo. Ou não usam porque já se acostumaram com um padrão de "mercado". Quero ver o público usar software público, as prefeituras, órgãos e bancos do governo usarem Software Livre e Aberto. Mas temos que primeiro unificar o pensamento de quem faz acontecer o Software Livre no país.

Não podemos ser livres assim. Não podemos mostrar a liberdade que temos (ou não temos), sem exemplos. Agora estamos em guerra contra Google, Mozilla, Canonical porque estão em um modelo de negócio diferente? Os que antes falavam para eu usar Ubuntu, agora dizem que não posso porque ele é Linux e Linux é uma marca agora... Tá, sei que vão dizer que nosso negócio de ser "livre" não é bem um negócio, mas quem vive de liberdade? Como comem e bebem os livres? Porque eu, mesmo ajudando comunidades e usando Software Livre há anos, tenho que receber dinheiro em troca, cobrando de clientes, em algum momento dessa "cadeia livre" toda.

Para quem tem respostas de um modelo de ser livre e mostrar essa liberdade de forma uniforme, diz aí, estou no aguardo!